o meu cesto
Carrinho encontra-se vazio de momento
Total
19 dez 2022

Há vinte anos que construímos energia positiva!

Há vinte anos que construímos energia positiva! 1

 

Há vinte anos que construímos energia positiva!   

 

O contexto situacional

 

A energia renovável começou a ter mais expressão no panorama mundial desde o ano de 2000. Este crescimento aconteceu, por um lado, porque a produção de eletricidade era (e é) responsável pela maior parte das emissões antropogénicas de gases com efeito de estufa no mundo, a par da crescente “imagem favorável” das energias renováveis como um instrumento para mitigar as alterações climáticas e reduzir os efeitos negativos da produção de energia. Neste início de milénio, são os próprios governos a equacionar novas estratégias energéticas que contemplaram ações climáticas, acordando novos quadros regulatórios e novos objetivos, com o intuito de mitigar o efeito de estufa. Consequentemente, a indústria energética encontrou-se, assim, no início de um enorme processo de transformação. 

 

Toda esta transformação despoletou verdadeiros desafios ao tecido empresarial, nomeadamente às construtoras, obrigando-as a evoluir de fornecedores de serviços de construção para prestadores de serviços renováveis e, assim, desenvolver novas propostas de valor para se manterem competitivas no novo mercado energético mundial.

 

É, neste contexto, que nasce a CJR Renewables - uma nova área de negócio do Grupo CJR - diferindo no posicionamento e orientação para uma tipologia de clientes nova.

 

O início

 

A CJR Renewables inaugura-se, no final de 2002, com a construção dos acessos de um parque eólico português - o Parque Eólico do Alto do Talefe - para o cliente GE.  O convite surgiu por uma empresa parceira do centro de Portugal que, por deter unicamente a valência de construção civil , necessitava de um par para realização dos trabalhos de movimento de terras. Essencialmente, neste primeiro parque eólico, a CJR Renewables desenvolveu trabalhos de movimentação de terras e construção de acessos e valas de cabos.

 

Seguiram-se outros projetos circunscritos ao território nacional, sempre na área da movimentação de terras e, no ano de 2005, surge a primeira internacionalização.

 

 

O primeiro mercado estrangeiro (exportação por convite)

 

O processo de internacionalização da CJR Renewables iniciou-se na Républica Dominicana. Em meados de 2004, a empresa participou num concurso, organizado pela Vestas, para a realização dos acessos do parque eólico de Punta Cana, localizado na Républica Dominicana.  O convite era para um scope de trabalhos muito reduzido mas a empresa, pela vontade em agarrar a hipótese da internacionalização, apresentou uma proposta altamente competitiva, do ponto de vista do preço e, assim, foi realizar o seu primeiro projeto em território internacional.

 

Apesar da sua situação no mercado doméstico ser favorável, a curto prazo (em 2005, data do seu primeiro projeto internacional, a empresa estava a executar a construção de oito parques eólicos em Portugal, para cinco clientes distintos), como a empresa tinha os recursos e as skills desejadas no setor da energia renovável (e recebia bastantes influências do mercado externo por parte dos seus clientes internacionais), a extensão das suas atividades atuais para mercados externos parecia evidente. A distância entre Portugal e a Républica Dominicana era de mais de 6,200 km, porém a empresa privilegiou a  oportunidade de aprendizagem face aos obstáculos evidentes. Assim, o mercado foi observado como uma extensão do mercado interno, representando uma oportunidade de aprendizagem para as necessidades futuras de internacionalização. 

 

Nome do Projeto

Scope

Cliente

Nr. AEG

Potencia Instalada

Parque eólico de Punta Cana

Trabalhos Civis

VESTAS

5 UN –  VESTAS 1,65 MW

8,25 MW

 

 

O segundo mercado estrangeiro (exportação ativa)

 

Volvidos dois anos, em 2007, a CJR Renewables alcança  a construção do segundo projeto fora de Portugal, em Espanha (mercado de proximidade física e psicológica)  construindo os acessos, valas de cabos e as fundações do Parque Eólico Jerez de la Frontera para o novo cliente Suzlon.

 

Nesta fase, sentiu que tinha recursos (económicos e humanos) e skills para agarrar oportunidades estrangeiras e, ao mesmo tempo, sentiu que, para diminuir o grau de incerteza e riscos associados inerentes aos processos de internacionalização, o ideal seria experimentar um ambiente vizinho. Fatores como a linguagem, cultura e a geografia mais próxima encaixaram perfeitamente no conceito de “distância psicológica”, que ajudou a CJR Renewables a arriscar.

 

À semelhança de outros países europeus, o mercado espanhol, à data, contava com um pipeline de projetos bastante aliciante, prevendo um enorme investimento na área da construção dos parques eólicos. O serviço da CJR Renewables colmatava as necessidades dos clientes, por estar posicionado corretamente, e a empresa no mercado não tinha muita concorrência ( o mercado ainda não estava maduro).

 

Assim, este era um mercado atrativo, com poucos riscos associados. Do ponto de vista administrativo, Portugal e Espanha pertencem ao mesmo bloco regional de comércio e utilizam uma moeda comum, o que foi igualmente positivo para a seleção.

 

Nome do Projeto

Scope

Cliente

Nr. AEG

Potencia Instalada

Jerez de La  Frontera

Trabalhos Civis

Suzlon

7 un - 2,1MW

14.7 MW

 

 

Internacionalização por via de subsidiárias  (Investimento próprio)

 

Dois anos depois de executar a sua segunda internacionalização, a empresa decidiu investir num processo de abertura de filiais, em 2008, na Polónia, mais especificamente em Cracóvia e, dois anos depois, em Bucareste, na Roménia, conseguindo no mesmo ano de entrada, realizar projetos nesses mercados.

 

Nesta fase, a empresa já detinha alguma experiência e conhecimento internacional e possuía ainda mais recursos económicos e humanos da sua internacionalização bem sucedida e, pelo propicio contexto,  decidiu aumentar o seu grau de compromisso e investiu, pela primeira vez, na penetração de mercado por via de subsidiárias, ou seja, através de investimento próprio.

 

Assim, selecionou  o mercado polaco e romeno, sobretudo pelo potencial do mercado: A CJR Renewables percecionou dinamismo e oportunismo, pela adesão destes dois países à UE  - a Polónia e a Roménia - sendo estes membros da UE desde 2004 e 2007, respetivamente, e por consequência estes passaram a beneficiar das mesmas condições de harmonização em termos de relacionamento de mercado, tornando-se assim mercados muito aliciantes e com grandes oportunidades (taxas de crescimento de energia eólica com grande potencial) . O know-how e a experiência acumulados da CJR Renewables tinham espaço para acrescentar valor e dinamizar a experiência junto de empresas e organismos públicos destes dois mercados.

 

Assim, apesar do risco, a empresa efetuou uma entrada rápida nestes mercados, sozinha, mediante o investimento de compromisso e de recursos, desde o aluguer de escritórios, contratações de elementos de nacionalidade local, etc… 

 

 

 

Nome do Projeto

País

Scope

Cliente

Nr. AEG

Potencia Instalada

Leki Dukielskie

Polónia

Trabalhos Civis

Martifer

5 UN

10  MW

Cernavoda

Roménia

Trabalhos Civis  e  Linha Enterrada de Alta Tensão

Isastur

 

   

 

À conquista da América Latina

 

Em 2010, a CJR Renewables internacionaliza-se para um novo continente - América central - mais concretamente a Jamaica, com o projeto de Wigton II, mas sem abrir qualquer filial e, em 2013, inaugura-se no mercado sul-americano, com a abertura do seu primeiro escritório no Chile, uma nova geografia-chave onde, no mesmo ano, obtém a construção do seu maior projeto até à data: o Parque Eólico de Tal Tal.

 

Este mercado foi considerado estratégico do ponto de vista de crescimento para a empresa e retorno económico, dado que era um mercado pouco maduro e pouco concorrencial, vindo mesmo a tornar-se o maior mercado da empresa: desde 2013, a empresa tem vindo a construir uma média de 4 projetos, por ano, apenas no Chile.

 

Rapidamente seguiram-se a exploração de novas geografias da América Latina, com especial enfoque para o Perú  (ano de entrada de 2017) a Colômbia (ano de entrada de 2020), onde a empresa se encontra ativa do ponto de vista operacional e onde detém sucursais próprias.  Também nestas duas geografias, tem realizado a construção de projetos de grande dimensão que ascendem, em conjunto, aos 700 MW.

 

 

Nome do Projeto

País

Scope

Cliente

Nr. AEG

Potência Instalada

Wigton II

Jamaica

Balance of Plant (BoP) / EPC

Vestas

9 un

18  MW

Taltal

Chile

Balance of Plant (BoP)

Enel Green Power

33 UN

99  MW

Wayra I

Peru

Engineering Procurement and Construction (EPC)

Enel Green Power

42  UN

132,3 MW

Windpeshi

Colômbia

Balance of Plant (BoP)

Enel Green Power

41  UN

200 MW

 

 

A sucessiva adição de valor na cadeia de fornecimento

 

A CJR Renewables foi-se tornando, “parque ante parque”, um parceiro incontornável de negócio para cada cliente com quem se foi cruzando. Uma das matrizes deste crescimento passou pela ampliação de novas atividades na cadeia de fornecimento da empresa sob a ótica do Customer Centricity: A CJR Renewables colocou os interesses dos seus clientes no centro de todas as ações da organização, sendo que, ano após ano, foi dilatando a sua capacidade em gerar recursos-chave para o sucesso do seu cliente, e por consequência, o seu. Assim, ano após ano, foi aumentando a sua responsabilidade em cada projeto, por via da resposta às necessidades que encontrava nos seus clientes.

 

Neste contexto, no ano de 2008 e 2011, respetivamente, integrou novas valências, nomeadamente, as áreas elétrico-mecânicas e a atividade de instalação de aerogeradores e, em 2015, entrou na área de negócio solar fotovoltaico. Mais recentemente, numa clara ânsia de continuar o crescimento, a CJR Renewables apostou ainda na área de “Service”.

 

À data de hoje, a CJR Renewables oferece cinco áreas operacionais, nomeadamente,  BoP/Wind,  instalação de aerogeradores, Solar PV, Power & Grid  e  Service .

 

 

A transformação para uma empresa multinacional

 

Desde o início da sua internacionalização, a CJR Renewables tem compreendido que as suas práticas e políticas têm a multinacionalidade como objetivo. Isto significa que, para a CJR Renewables, a partilha de conhecimento e normalização de práticas são essenciais para o seu sucesso. Todos os seus mercados, mesmo com todas as suas diferenças, são um só.

 

A estratégia da empresa passou (e passa) por ter a capacidade de aprender em diferentes localizações, recombinando e produzindo novo conhecimento, internamente, para ser posteriormente difundido, com liberdade para adaptar e para atuar ao nível local. Esta prática garantiu, por um lado, que as estruturas da CJR Renewables são suficientemente centralizadas para permitirem uma consistência global, ao mesmo tempo que são suficientemente flexíveis para possibilitar adaptação e aprendizagens locais.

 

Nestes vinte anos, o caminho para a CJR Renewables ser empresa multinacional foi longo. Houve a necessidade de apostar na digitalização dos processos, organizar a estrutura de acordo com os novos mercados e clientes e implementar sistemas que permitissem a execução do modelo de negócio da empresa a nível mundial. São exemplo disso o Kaizen, o SAP, a OnWay, o System Way, etc.

 

A CJR Renewables (hoje) em números

 

Até à data, a CJR Renewables concluiu, com sucesso, 550 projetos que atualmente geram mais de 11.000 MW de energia sustentável.

 

Desde 2008, seguiram-se doze anos de profunda diversificação geográfica com a presença em 25 países (uma média de 2 países por ano) e três continentes, sendo que a sua atuação aconteceu (e acontece) principalmente na Europa e América Latina. À data de hoje, para além dos escritórios em Portugal (sede Empresarial), a CJR Renewables conta com filiais na Suécia, Polónia, Chile, Peru, Colômbia e EUA (Texas), onde vislumbra a possibilidade de atuar também em economia de escala.

 

Hoje, no total, a CJR Renewables tem, pouco mais de 60 clientes, sendo importante realçar os clientes mais importantes por área de atividade:

 

 

Área de Atividade

Clientes 

Power & Grid

EDP Renewables - 7 Projetos;

Enel Green Power - 14 Projetos;                 

IberWind - 6 Projetos;

Mainstream - 4 Projetos;

Vestas - 7 Projetos;

Solar PV

EDP Renewables – 202 MW; 1 Projeto

Enel Green Power - 142 MW;  2 Projetos

Iberdrola - 40,8 MW;  2 Projetos

Green Venture – 40 MW;  1 Projeto

Wind/BoP

Enel Green Power - 958 MW;   7  projetos

Vestas - 507,15 MW;   15 projetos

EDP Renewables - 396,5 MW;   19 projetos

WPD - 309 MW; 2 projetos

Mainstream   - 299 MW.   2 projetos

WTG Installation

GE - 822 MW;    33 projetos

Vestas - 3060 MW; 145 Projetos

Nordex – 426 MW; 13 Projetos

 

 

Principais focos estratégicos da CJR Renewables, hoje

 

 

 

Qualidade

 

A qualidade é fundamental para a CJR Renewables. Assim emprega uma gama de metodologias e programas de gestão estratégica, tática e operacional, que asseguram a mesma qualidade a nível mundial (como por exemplo o Kaizen, SAP, etc…)

 

 

Localização Geográfica

 

A disponibilidade geográfica e a cobertura Mundial (e conhecimento profundo das diferentes culturas, políticas e quadros legais em vigor, etc…) são essenciais para se diferenciar da concorrência.

 

 

Inovação

 

 

As otimizações e inovações nos projetos dos clientes, são um fator-chave de compra e de posicionamento.

 

 

 

Partilhe esta notícia: